Quatrocentos e cinquenta quilômetros! Mais de 100 quilômetros de terra batida, aproximadamente 6,30hs de viagem, cabelos empoeirados, cansados, mas chegamos! Aleluia!
Estávamos na Aldeia Batiza em meio ao Povo Paresis, fomos recebidos pelo cacique Juscelino e sua enorme família, todos crentes no Senhor Jesus, ENORÉ, no idioma Paresi! Alegria, felicidade, abraços, cordialidade explícita em seus rostos, nos receberam com alegria como enviados de Deus! Logo foram nos mostrando a Aldeia com Ocas maravilhosas, que nos levam a admiração e respeito por este povo, a arquitetura e engenharia das ocas é digna de nota, a organização no interior é impecável: ao centro uma fogueira acessa por todo o tempo, cabeças de porcos do mato assando, acima da fogueira um “giral” onde são moqueados (defumados) os animais para a preservação da carne, redes armadas por toda oca de maneira organizada, onde a família dorme ou assenta-se durante o dia, armários com alimentos estocados, não há miséria, pelo contrario, há fartura! Um povo ordeiro e organizado que consegue renda com arrendamento de parte de suas terras e do pedágio cobrado na rodovia que corta a reserva. É de se admirar a organização e respeito dos Paresis pelas regras que criaram para a divisão da renda das terras e do pedágio!
O Pr. Claudio Cezar Soares, presidente da MISPA, o Missionário Eduardo que trabalha com este povo já por muito tempo, sendo falante do idioma Aruak e eu, fomos recepcionados de maneira maravilhosa, depois de conhecermos a Aldeia Batiza, fomos até a Aldeia Sacre 1, passamos pelo rio Sacre, lindo, águas límpidas e transparentes. Novamente fomos surpreendidos pela receptividade e amor demonstrado pelos moradores desta Aldeia, lá vimos o trabalho de uma anciã preparando a farinha do biju, que é comida típica e obrigatória do Paresi, vimos uma oca que está sendo construída, pudemos assim admirar mais de perto esta obra de arte. Marcamos um culto para a manhã da quarta-feira e voltamos para a Aldeia Batiza.
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A hora do banho foi um momento de prazer e descontração, pois banhamo-nos no rio Sacre. A água fria, quase gelada, corrente e límpida levou toda a poeira que estava sobre nós, levou também a canseira e nos trouxe um grande sossego espiritual, na realidade ali banhando-nos naquelas águas, tendo em mente a maneira amorosa que fomos recebidos havia em nosso coração uma oração de Adoração e agradecimento a Deus!
Na noite da terça-feira dia 16 de agosto, cultuamos com nossos irmãos Paresis iluminados por uma lanterna a pilha, pois não há energia elétrica por aqui. Ouvimos testemunhos e hinos no idioma Aruak, o Pr. Claudio ministrou a Palavra de Deus e oramos! Foi um culto muito caloroso em que podemos sentir a presença gloriosa do Senhor Jesus, o Senhor de todos os Povos!
Na quarta-feira dia 17 de agosto, pela manhã fomos a Aldeia Sacre 1, onde cultuamos com os irmãos ali presentes, foi novamente um mover glorioso do Senhor Jesus, depois de ouvirmos alguns irmãos, eu ministrei a Palavra de Deus e Orei pelo povo! Através de uma palavra direta de exortação feita pelo missionário Eduardo houve uma reconciliação e algumas pessoas se dispuseram a entrar no discipulado para o batismo! Aleluia, a seara está madura e pronta para a ceifa!
Ao sair fomos convidados a ir até a Aldeia Céu Azul, que esta se iniciando, para orarmos por uma jovem indígena que está sendo perturbada por pesadelos, fomos até lá e a família nos recebeu com alegria, oramos por todos, orientamos e voltamos para a Aldeia Batizá onde almoçamos e por volta das 14hs nos despedimos para voltar a Comodoro, de novo na estrada, de novo enfrentamos mais 6,30hs de viagem, mas felizes e impressionados com o que Deus está fazendo e o quanto ainda temos que fazer. A imensa e branca lavoura de Algodão por onde passamos nos fez lembrar de Jesus dizendo: Levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa (Jo 4.35).
Pr Paulo Coura – Fones: (67) 9977.3316 Vivo – (67) 9274.0650 Claro – (67) 8133.7959 TIM – e-mail: brasiltranscultural@gmail.com e MSN. prcoura@msn.com

Graça e paz amados, felicitamos por esse importante trabalho missionário com os povos indígena no nosso querido Brasil, desejamos muitas vitórias em vosso ministério que o Senhor que é o dono da obra suprirá todas as vossas necessidades. Estamos orando a Deus para que o Senhor continua abençoando vocês nessa importante obra que ELE confiou nas vossas mãos….
um grande abraços de vossos conservos que não esquece de vocês nas nossas orações. Missionário Janio Lino dos Santos y familía.
Manágua – Nicaragua América Central.